A teoria da deriva é um dos trabalhos de autoria do pensador situacionista Guy Debord.
A deriva é um procedimento de estudo psicogeográfico – estudar as ações do ambiente urbano nas condições psíquicas e emocionais das pessoas. Partindo de um lugar qualquer e comum à pessoa ou grupo que se lança à deriva deve rumar deixando que o meio urbano crie seus próprios caminhos. É sempre interessante construir um mapa do percurso traçado, esse mapa deve acompanhar anotações que irão indicar quais as motivações que construiu determinado traçado. É pensar por que motivo dobramos à direita e não seguimos retos, por que paramos em tal praça e não em outra, quais as condições que nos levaram a descansar na margem esquerda e não na direita... Em fim, pensar que determinadas zonas psíquicas nos conduzem e nos trazem sentimentos agradáveis ou não.
Apesar de ser inúmeros os procedimentos de deriva, ela tem um fim único, transformar o urbanismo, a arquitetura e a cidade. Construir um espaço onde todos serão agentes construtores e a cidade será um total.
Essas idéias, formuladas pela Internacional Situacionista entre as décadas de 1950 e 1970, levam em conta que o meio urbano em que vivemos é um potencializador da situação de exploração vivida. Sendo assim torna-se necessário inverter esta perspectiva, tornando a cidade um espaço para a libertação do ser humano.
A deriva tem Guy Debord como um dos seus maiores entusiastas e estudiosos. Este autor formulou o início da Teoria da Deriva em 1958 e publicou na então Revista Internacional Situacionista. Desde então estudiosos, acadêmicos ou não, experimentam esse procedimento com interesses que vão deste simples estudos de uma cidade até a elaboração de dissertações e teses. Atualmente muitas pessoas que estudam geografia urbana, e muitos coletivos que questionam a urbanização experimentam a deriva como forma de estudo e de práxis política.
Essa foi a forma que eu encontrei mais facil de explicar o que é deriva, que parece muito com o significado de Flaneur.
Flaneur é um termo frances que em um primeiro momento significava uma pessoa vagabunda. O homem que nao tinha nada para fezer, nao trabalhava e por isso vagava pela cidade. Em um momento que alguem faz algo tao diferente isso se torna novidade e por isso o nome especial para esse tipo de homem que nao fazia nada enquanto os outros morriam de trabalhar.
o termo hoje em dia tem um significado nao tao ruim. Flaneur continua sendo a pessoa que vaga pelas ruas, sem rumo, sem nenhum obejtivo imediato, mas nao é necessariamente alguem que nao trabalha algum vagabundo. e se difere da deriva, pois o Flaneur nao tem nada programado ele so vaga pelas ruas.

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